terça-feira, 4 de novembro de 2008

Brincos, memória, afeto


Lá na Reina, Denize nos pergunta se colecionamos algo.
Eu me lembrei imediatamente dos meus brincos. É uma espécie de coleção. Não é um empenho constante e planejado. Vou adquirindo os brincos ao acaso, quando encontro um par que se coaduna com meus desejos e sentimentos.
E como disse lá, achei divertido e caloroso repetir aqui.
Eu comecei minha coleção (acho que devo ter cerca de 30 pares) de brincos quando comprei o primeiro e fiquei encantada em poder sair mundo afora com eles balançando a cada passo. Depois de um tempo é que entendi que o encantamento era muito mais do que se sentir bela com os adornos.
Os brincos me lembram uma tia querida que teve um papel fundamental na minha infância. Sempre que ela nos visitava estava com brincos de ouro, em forma de pingentes. Sempre vinha com um diferente. Presentes do marido. E sua chegada era como a de uma brisa. Ela era pura suavidade, delicadeza. Com ela aprendi o que é carinho e afeto.
Assim, colocar brincos é mais que um simples se adornar. É atualizar a memória de um afeto tão significativo em minha vida. É adornar-se de carinho.

sábado, 25 de outubro de 2008

Pés à borboleta

Desde seu nascimento, um fascínio: seus pezinhos.
Ela já vai chegar aos 9 e eu ainda acho uma graça os pés, especialmente quando os enfeita assim.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

As surpresas que eles nos aprontam


Eu jurava que era ela.
Até que no início deste mês precisei viajar e pedi à minha amiga e super-hiper-especialista em gatos, a Graça, dar uma olhadinha nos meus pimpolhos na minha ausência.
E no retorno ela me comunica: "A Maria Quitéria é Mário Quitério".
O que? Fui conferir e lá estavam dois pequeninos testículos na moça!
Isso é muito comum em gatos. Alguns deles demoram para eclodir os saquinhos e aí nos aprontam essas surpresas.
Entonces seu nome agora é Joaquim Pois-Pois. Pois de todo jeito continua a premissa de que ele nos lembra os portugueses.
Será um gatão, já é muito grande. Por ainda não ter um ano de vida, ainda vai crescer mais um pouco.
Mas já és lindíssimo, Joaquim.

Propaganda & instituição pública


Há um tempo atrás a atual administração da UEM investiu na colocação desses símbolos em pontos estratégicos do campus universitário. Ouvi, logo a seguir, rabugices de pessoas da UEM a respeito. Entre as rabugices: Dizia-se que era um gasto desnecessário do orçamento público... Parecia propaganda para se confrontar com as outras instituições de nível superior particulares da cidade... Era uma forma de auto-promoção da atual administração... Aquilo ia contra à sisudez e austeridade que precisam ser evidenciadas nas instituições públicas...
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Depois silêncio. Todo mundo esqueceu.
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Achei bom. Afinal, achei a iniciativa muito boa. Mais do que propaganda (será?)trata-se da marca da universidade. Importante para sua identificação. Muitas vezes antes dela, ouvi reclamações de pessoas que visitavam a universidade por que não havia qualquer identificação no campus de que ali era a UEM. Depois de um tempo perdidas, as pessoas só conseguiam se localizar perguntando. Eu mesmo quando vim para cá sofri o mesmo problema. Só por isso a ação já pode receber elogios.
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Também achei bom por que. há um tempo atrás. uma faculdade particular pagou por uma propaganda de seu vestibular em um outdoor enorme colocado na rua ao lado da reitoria da UEM (entrada principal do campus). Um estrangeiro poderia achar que o campus era dela. Realmente, uma propaganda agressiva. Senti repulsa.
Penso que esses símbolos podem intimidar ou minimizar o impacto de coisas assim.
...
A entrada do campus ficou bonita assim. Há agora sempre uma grande bandeira do Brasil na sua fachada, com o nome da instituição em grandes letras de concreto.
E acho uma bobagem essa idéia de que o bem público deva ser sisudo. O espaço do conhecimento também é o espaço da alegria e da vida.
A UEM é a melhor universidade do estado e sua visibilidade também deve estar no uso de seus símbolos.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

A cidade


Inverno. O entardecer visto a partir do bairro onde moro.
Gosto de Maringá.
Gosto do meu bairro.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Isso é legal?

Escola municipal Midufo Vada, bairro Jardim Quebec.
Terça-feira, 30 de setembro de 2008.
As crianças, às 17:10h saem da escola. No turno da tarde a escola atende crianças de 6 a 12 anos. Não são eleitoras.
Mas lá estavam três pessoas distribuindo brindes para as crianças. Brindes do candidato da situação.

Isso pode? É legal? Eu tirei uma foto dessa cena. As moças que faziam a distribuição ficaram incomodadas e vieram pedir esclarecimentos do que eu estava fotografando.
Depois ligaram para alguém para pedir orientação. Em seguida anotaram a placa do meu carro.

Isso me irritou. Que constrangimento é esse?
Essa reação só me fez tomar a resolução de publicar a foto (não aparece o rosto das moças, pois isso é irrelevante e é preciso preservar suas identidades) e comentar o fato.
Com certeza meus parcos leitores não votam nesse candidato, mas eis aí mais um motivo para não fazê-lo.

Eleições e animais


A Spam mandou uma carta aos seus sócios informando ter feito uma sondagem para saber quem são os candidatos que se mostram interessados com o tema dos animais domésticos e de rua de Maringá.
Trata-se de um tema importante, pois, entre outras coisas, afetam os setores da saúde pública e do meio ambiente.
Bem, a direção da Spam coloca que, na sua sondagem, poucos candidatos a vereador indicaram interesse no tema e quase nenhum candidato a prefeito. A carta também tinha como objetivo informar que, justamente, um desses candidatos convidava a sociedade civil organizada que lida com o assunto para uma reunião a fim de se interar do que se pensa e se faz a respeito em Maringá.(abrigo da Spam)

Fui a essa reunião, mais por curiosidade. Interessa-me entender esse desinteresse político.
A reunião foi um pouco tumultuada, pois muitas pessoas não têm qualquer iniciação política. A relação que tentam estabelecer continua sendo aquela da época do coronelismo. Mas, enfim, as relações de compadrio ainda são a tônica na política nacional. Mais um analfabetismo grave no país: o analfabetismo político.
Contudo, gostei da postura de uma das representantes da Spam na reunião, a Kátia. Muito lúcida e clara na compreensão do papel da sociedade civil de defesa dos animais, Kátia expôs objetivamente os avanços que já existem na legislação municipal a respeito do tema e como a própria prefeitura fere algumas dessas normatizações sem que outras instâncias saibam ou viabilizem formas de controle.
Todas as entidades presentes apontaram que a prefeitura precisa colocar em prática a castração de animais resgatados das ruas, pois isso já é lei municipal. E não sacrificá-los, o que parece acontecer indiscriminadamente, mas ninguém conseguiu até o momento, apresentar provas disso.
Outras pessoas na reunião apontaram problemas na administração do CCZ (centro de controle de zoonoses). Uma tal de M., funcionária (ou c.c. ou f.g.?) da prefeitura tem uma postura de ‘dona do pedaço’ e faz lá o que quer e o que não quer. Seu poder é tanto que se mantém no cargo há várias administrações (de diferentes tendências políticas). As entidades não concordam com muitos dos procedimentos dessa senhora e esperam poder pressionar a próxima administração para que ela aja de acordo com a legislação em vigor e não de acordo com a direção que os ventos da sua vontade determinar.
No fim das contas eu gostei de ter ido. Fez-me refletir que preciso participar mais desse âmbito pela defesa dos animais em geral e dos gatos em particular.
Do ponto de vista do marketing político, vale reforçar a constatação de que muitos políticos perdem uma boa fatia de voto por não darem importância a esse assunto. Animais domésticos nunca foram tão amados como nos dias atuais. A preocupação com eles nunca foi tão importante na vida das pessoas como se vê agora.
Não é recorrente vermos políticos afetuosos com crianças? Todo mundo reconhece o apelo desse ato. Pois a imagem de uma criança aciona em nós sentimentos profundos que influenciam nossas decisões. Afinal, quem tem respeito e afeto por crianças, será sensível também em outros aspectos da nossa vida. E embora saibamos do quanto de artificialidade esse ato possui, ele continua sendo utilizado pelos candidatos, pois continua tendo eficácia.
Algo aproximado acontece na relação entre pessoas e animais domésticos. Mas parece que o setor político local ainda não se atentou para o quanto a imagem de simpatia aos animais tem poder de angariar votos.(Marta com um de seus muitos cães regatados da rua)

De qualquer forma, setores da sociedade civil, como a Spam, estão atentos e farão sua parte para que o poder público avance no papel que deve cumprir.
Sim, os animais também têm seus direitos que devem ser respeitados e as pessoas que lhe tem apreço agem para que isso aconteça.
(minha filha com um dos gatos que resgatamos da rua)